Painel do Núcleo DHO debate o futuro do RH na era da IA

Como a inteligência artificial está transformando a gestão de pessoas e ampliando o potencial humano: reflexões, dados e perspectivas do segundo encontro do Núcleo DHO.

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Painel do Núcleo DHO debate o futuro do RH na era da IA

No dia 18 de novembro de 2025, o Núcleo de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) da Associação Empresarial de Gaspar (ACIG) realizou seu terceiro encontro oficial, reunindo profissionais de RH, líderes empresariais e especialistas em inovação para discutir um tema que já molda o presente e define o futuro do trabalho: “O Humano Aumentado: o futuro do RH na era da IA.”

O evento teve como propósito aproximar dois mundos que, por muito tempo, pareciam distantes,  a tecnologia e a gestão de pessoas, e criar um espaço seguro para diálogo, aprendizado e reflexão sobre como a inteligência artificial pode ampliar, e não substituir, o papel humano dentro das organizações.

 

Um painel conduzido por vozes que vivem o futuro do trabalho

Com mediação de Maicon Machado, o painel contou com a participação de três profissionais com experiências complementares:

  • Edson Vander de Souza, Gerente de Inovação e Novos Negócios no Grupo Lince, com mais de 25 anos de experiência em tecnologia e inovação;
  • Monica Miolo Vargas, Coordenadora de RH na Fundição Santa Terezinha, com 20 anos de experiência em gestão de pessoas;
  • Santhyago Gallão, Diretor de Inovação na Dati, parceira da AWS, com mais de 10 anos de experiência em inovação e liderança de times criativos.

O resultado foi um encontro profundo, humano e altamente relevante para o ecossistema empresarial de Gaspar.

 

O cenário atual: dados que mostram a velocidade da transformação

Na abertura do painel, o mediador Maicon Machado trouxe ao público um panorama sobre o avanço da IA nas áreas de Recursos Humanos.

Entre os principais dados apresentados:

  • 45% das organizações já utilizam IA em funções de RH
  • 43% utilizam IA para tarefas operacionais, um salto expressivo em relação ao ano anterior
  • 41% dos profissionais de recrutamento já usam a tecnologia para criar descrições de cargo e analisar habilidades
  • A IA pode reduzir até 30% do custo por contratação
  • Apenas 1% das empresas consideram sua implementação de IA madura, o que mostra o grande caminho a ser percorrido

Segundo Maicon, vivemos o início de uma transformação histórica:

“A IA deixou de ser promessa. Hoje, ela já é uma alavanca real para eficiência, estratégia e experiência humana dentro das empresas. A tecnologia não substitui o humano, ela amplia sua capacidade.”

Essa perspectiva guiou toda a discussão do painel.

 

Primeira reflexão: qual é o maior valor da IA para o RH?

Quando questionados sobre qual seria o verdadeiro valor que a IA traz para o RH moderno, os painelistas foram unânimes em uma palavra: Tempo.

Tempo para que o RH possa focar no que realmente importa:

  • Desenvolvimento humano
  • Cultura organizacional
  • Engajamento
  • Capacitação
  • Liderança
  • Estratégia

Ao automatizar tarefas repetitivas, como triagem, descrição de vagas e análises operacionais, a IA libera espaço para que o RH volte a ser aquilo que sempre deveria ter sido: humano, presente e estratégico.

Durante a conversa, uma das participantes trouxe uma inquietação essencial:

“Se a IA promete liberar nosso tempo, por que ainda sentimos que estamos correndo tanto?”

A partir dessa reflexão, os painelistas concordaram que tecnologia sem prioridade não gera impacto real. É preciso sabedoria, organização e intencionalidade para transformar tempo livre em tempo produtivo, especialmente em áreas tão sobrecarregadas quanto o RH.

 

Segunda reflexão: a IA torna o RH mais estratégico ou apenas mais automatizado?

Um ponto central da discussão foi a distinção entre automatização de processos e estratégia organizacional.

Os painelistas concordaram que hoje, grande parte das empresas utiliza a IA principalmente para:

  • Processos repetitivos
  • Atividades operacionais
  • Análises iniciais
  • Suporte administrativo

Porém, o futuro da área é claro:

Nos próximos anos, o RH que se destacar será aquele capaz de transformar dados em decisões estratégicas.

Isso exige uma combinação poderosa de:

  • Leitura de cenários
  • Interpretação de indicadores humanos
  • Capacidade analítica
  • Compreensão de tendências
  • Liderança ativa e empática

A IA não substitui o profissional, ela eleva sua capacidade de atuação.

 

Terceira reflexão: como será o RH daqui a cinco anos?

A visão compartilhada pelos painelistas foi otimista e inspiradora.

O futuro do RH, segundo eles, será marcado por:

  • Um papel mais humano: Focado em relacionamento, escuta e cultura.
  • Mais estratégia: RH atuando como parceiro direto da alta gestão.
  • Lideranças mais preparadas: Capazes de unir tecnologia e humanidade.
  • Tecnologias de apoio: Ferramentas que ajudam o RH a trabalhar melhor, e não a trabalhar mais.
  • Ambiente de trabalho seguro e ético: Com atenção especial à privacidade, responsabilidade e conformidade.

Essa discussão também abriu espaço para um tema essencial: os aspectos legais do uso da IA.

Uma advogada especialista presente no evento trouxe um panorama sobre responsabilidade, privacidade e compliance, reforçando a importância de que o avanço tecnológico caminhe lado a lado com ética e segurança jurídica.

 

Tecnologia e humanidade lado a lado

A coordenadora do Núcleo DHO, Morgana, ressaltou a importância da criação do núcleo em 2025 e o propósito de fortalecer as empresas de Gaspar no que elas têm de mais valioso: as pessoas. Segundo ela, o DHO nasce para apoiar o desenvolvimento humano diante de um cenário de rápidas transformações tecnológicas, garantindo que o aspecto humano não se perca nesse processo. Para Morgana, a tecnologia é uma aliada, mas é necessário preparo, consciência e atualização constante para que as empresas possam acompanhar esse movimento com responsabilidade e sensibilidade.

Ela também reforçou o papel do associativismo como força propulsora desse desenvolvimento coletivo, destacando que nenhuma empresa precisa caminhar sozinha e que a união potencializa resultados, aprendizados e conexões. Como síntese de sua visão, Morgana afirma: “A tecnologia vem para apoiar. Mas como acompanhamos esse movimento sem perder o que é humano? O DHO existe para isso: para trazer força positiva, preparo e consciência.”

Por fim, ela antecipou que 2026 será um ano de crescimento e muitas novidades para o núcleo, com visitas técnicas, encontros e novos painéis que continuarão fortalecendo a atuação das empresas e profissionais da área.

 

O compromisso da ACIG com o desenvolvimento humano

O presidente da ACIG, Eduardo, reforçou em sua fala o compromisso da entidade com o desenvolvimento humano, lembrando que o papel da ACIG é criar ambientes onde empresários e profissionais possam aprender, evoluir e fortalecer suas empresas com consciência e propósito. 

Para ele, acompanhar a transformação tecnológica sem perder o foco nas pessoas é essencial, especialmente em um cenário onde a inteligência artificial já faz parte da rotina das organizações. 

Eduardo destacou que eventos como o painel permitem que líderes e gestores entendam como a tecnologia pode apoiar processos, liberar tempo e aprimorar a experiência humana no ambiente de trabalho. Como síntese de sua visão, afirmou: “Nossos empresários querem cuidar cada vez melhor das pessoas. E a ACIG cumpre seu papel quando abre espaço para núcleos, capacitações e eventos como este.”

 

Um evento que mostra para onde Gaspar está caminhando

O painel “O Humano Aumentado” deixou clara uma mensagem: Gaspar está preparada para evoluir.

A participação intensa, as perguntas profundas e o envolvimento dos painelistas mostraram que:

  • O tema é urgente
  • As empresas querem se atualizar
  • Os profissionais buscam conhecimento
  • A tecnologia veio para somar, não para substituir
  • O RH será, mais do que nunca, estratégico
  • O associativismo é a força que dá sustentação a tudo isso

Com iniciativas como o Núcleo DHO, a ACIG reafirma seu compromisso com:

  • inovação
  • desenvolvimento humano
  • boas práticas
  • representatividade
  • capacitação contínua

E reforça a posição de Gaspar como um polo empresarial em evolução constante, pronto para unir tecnologia e humanidade em prol de um futuro mais inteligente, ético e humano.