Nem todos os desafios enfrentados por uma empresa aparecem diretamente nos relatórios financeiros. Alguns estão presentes na rotina das equipes, na ausência de colaboradores, na dificuldade de manter o engajamento ou na saída frequente de profissionais. Esses fatores podem representar sinais importantes sobre a maneira como as pessoas estão vivenciando o ambiente de trabalho.
Foi com essa perspectiva que a ACIG – Associação Empresarial de Gaspar recebeu, no dia 26 de outubro, a palestra “O custo invisível da sua empresa: o que absenteísmo, presenteísmo e turnover estão dizendo sobre o seu negócio”.
O encontro, realizado às 8h, contou com a participação de Letíane Hoffmann, nutricionista especialista em Nutrição Clínica Personalizada e Psicologia na Nutrição, e Wanda Silva, psicóloga, psicanalista e orientadora parental.
A proposta foi ampliar o olhar dos empresários sobre a relação entre saúde mental, qualidade de vida e ambiente profissional, destacando a importância de compreender como os colaboradores se sentem dentro das organizações.
Mais do que observar indicadores de produtividade, o encontro trouxe uma reflexão sobre o papel das empresas na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e atentos às necessidades das pessoas.
O custo invisível da sua empresa vai além dos números
Quando se fala em custos empresariais, é comum pensar em despesas operacionais, investimentos, manutenção e outros fatores que podem ser identificados diretamente na gestão financeira.
Entretanto, existem situações relacionadas às pessoas que também merecem atenção.
Durante a palestra, absenteísmo, presenteísmo e turnover foram apresentados como aspectos que podem revelar desafios mais profundos dentro das organizações.
Esses indicadores não devem ser observados apenas de maneira isolada. Eles também podem servir como pontos de atenção para compreender questões relacionadas ao bem-estar, à satisfação e às condições vivenciadas pelos colaboradores.
Nesse sentido, o custo invisível da sua empresa está relacionado a fatores que nem sempre são percebidos imediatamente, mas que podem influenciar a rotina das equipes e o funcionamento do negócio.
A reflexão apresentada durante o encontro reforçou a importância de olhar para além dos resultados e buscar compreender o contexto em que eles são construídos.
Absenteísmo, presenteísmo e turnover: o que esses indicadores representam?
Um dos principais assuntos abordados foi a necessidade de compreender o que determinados comportamentos e situações podem indicar sobre o ambiente de trabalho.
Embora sejam conceitos diferentes, absenteísmo, presenteísmo e turnover fazem parte de discussões importantes sobre gestão de pessoas.
Absenteísmo está relacionado às ausências dos colaboradores durante os períodos em que deveriam estar trabalhando.
Presenteísmo ocorre quando o profissional está fisicamente presente no trabalho, mas enfrenta dificuldades para desempenhar suas atividades de maneira adequada, por diferentes motivos.
Já o turnover está relacionado à rotatividade de profissionais, considerando as entradas e saídas de colaboradores da organização.
Essas situações podem ter diferentes causas e não devem ser automaticamente atribuídas a problemas de saúde mental.
Entretanto, como destacado durante o encontro, também podem representar sinais de questões mais profundas que precisam ser compreendidas.
Por isso, acompanhar esses indicadores exige atenção não apenas aos números, mas também às experiências e necessidades das pessoas.
O ambiente de trabalho ocupa uma parte importante da vida
Outro ponto de destaque da palestra foi a reflexão sobre o tempo que as pessoas dedicam às suas atividades profissionais.
Durante o encontro, foi ressaltado que muitos colaboradores passam mais de oito horas do dia envolvidos com o ambiente de trabalho.
Essa realidade demonstra a importância de observar como as condições profissionais podem influenciar a qualidade de vida.
Afinal, o trabalho não está separado das demais dimensões da vida de uma pessoa.
As experiências vivenciadas no ambiente profissional podem se relacionar com aspectos emocionais, comportamentais e de bem-estar.
Por isso, compreender como os colaboradores se sentem durante a jornada de trabalho é uma questão que merece atenção por parte das empresas.
A reflexão apresentada pelas palestrantes convidou os empresários a ampliarem sua percepção sobre o cotidiano das equipes.
Mais do que acompanhar o cumprimento de tarefas, é importante considerar como as pessoas vivenciam suas responsabilidades e relações profissionais.
Saúde mental no trabalho também é uma questão de gestão
A saúde mental esteve entre os principais temas discutidos durante a palestra.
O encontro reforçou que compreender as necessidades dos colaboradores e observar o ambiente profissional são atitudes importantes para a gestão das pessoas.
Nesse contexto, a atenção à saúde mental não deve ser compreendida apenas como uma preocupação individual.
As empresas também possuem um papel na construção de ambientes que favoreçam relações respeitosas, diálogo e condições adequadas para o desenvolvimento das atividades.
Isso não significa que todos os desafios enfrentados pelos colaboradores tenham origem no trabalho.
Entretanto, reconhecer que o ambiente profissional faz parte da vida das pessoas contribui para uma visão mais ampla sobre o bem-estar.
Além disso, a atenção às condições de trabalho pode ajudar os gestores a identificar situações que merecem acompanhamento e reflexão.
Durante o encontro, essa perspectiva foi relacionada à importância de olhar além da produtividade e considerar as pessoas que fazem parte dos resultados empresariais.
Ouvir os colaboradores é parte do processo
Um dos principais aprendizados compartilhados durante a palestra foi a importância de ouvir as equipes.
Compreender como os colaboradores se sentem e quais necessidades estão presentes na rotina profissional exige abertura para o diálogo.
Muitas vezes, indicadores como ausências, dificuldades de desempenho ou rotatividade podem chamar a atenção para situações que precisam ser analisadas com maior profundidade.
Entretanto, os números, sozinhos, não explicam necessariamente o que está acontecendo.
Por isso, a escuta pode contribuir para que a empresa compreenda melhor a realidade de seus profissionais.
Nesse processo, é importante considerar que diferentes colaboradores podem vivenciar o mesmo ambiente de maneiras distintas.
Assim, promover oportunidades de diálogo e demonstrar atenção às necessidades das pessoas são atitudes que podem fazer parte de uma gestão mais consciente.
O encontro reforçou justamente essa importância de compreender o colaborador para além de suas funções e responsabilidades.
Qualidade de vida e produtividade não precisam ser assuntos separados
A relação entre qualidade de vida e resultados empresariais também esteve presente nas reflexões compartilhadas por Letíane Hoffmann e Wanda Silva.
Durante a palestra, foi destacada a importância de compreender que cuidar das pessoas também significa dedicar atenção aos resultados do negócio.
Isso porque o trabalho é realizado por pessoas que possuem necessidades, expectativas e diferentes experiências.
Quando a gestão observa exclusivamente os indicadores de produtividade, pode deixar de perceber fatores relevantes relacionados ao cotidiano das equipes.
Por outro lado, considerar o bem-estar dos colaboradores permite ampliar a compreensão sobre as condições em que as atividades são desenvolvidas.
Dessa maneira, qualidade de vida e produtividade podem ser analisadas como dimensões relacionadas à gestão empresarial.
A proposta do encontro não foi apresentar uma solução única para esses desafios, mas incentivar uma reflexão sobre a importância de considerar as pessoas nas decisões organizacionais.
O papel da liderança na construção de ambientes mais saudáveis
A reflexão sobre saúde mental e qualidade de vida também envolve a maneira como as empresas são conduzidas.
Lideranças participam diretamente da organização das atividades, do acompanhamento das equipes e da construção das relações profissionais.
Por isso, observar como os colaboradores se sentem dentro da empresa pode contribuir para ampliar a atenção dedicada à gestão de pessoas.
Durante o encontro, o principal convite aos empresários foi justamente olhar para além dos resultados imediatos.
Compreender as necessidades das equipes, reconhecer sinais que merecem atenção e valorizar o diálogo são atitudes que podem contribuir para uma gestão mais próxima das pessoas.
Além disso, essa perspectiva reforça que o desenvolvimento de uma empresa não depende exclusivamente de processos e indicadores financeiros.
As relações humanas também fazem parte de sua estrutura e de sua rotina.
Conhecimento para fortalecer a gestão de pessoas nas empresas
A realização da palestra está alinhada ao propósito da ACIG de promover oportunidades de aprendizado e reflexão sobre temas relevantes para o ambiente empresarial de Gaspar.
Ao abordar o custo invisível relacionado ao absenteísmo, presenteísmo e turnover, o encontro trouxe uma perspectiva que conecta gestão de pessoas, saúde mental e qualidade de vida.
A participação de profissionais com diferentes formações também contribuiu para ampliar o olhar sobre o tema.
Letíane Hoffmann, com sua atuação na área da nutrição, e Wanda Silva, com experiência na psicologia, participaram de uma discussão voltada à compreensão das pessoas e de suas experiências no ambiente profissional.
Para empresários e gestores, momentos como esse representam oportunidades de refletir sobre práticas que fazem parte da rotina das organizações.
Além disso, o compartilhamento de conhecimentos contribui para ampliar o repertório de quem atua na gestão de equipes.
Cuidar das pessoas também é cuidar do negócio
A palestra realizada no dia 26 de outubro deixou uma reflexão importante: nem todos os desafios empresariais podem ser compreendidos apenas por meio de indicadores financeiros ou de produtividade.
Absenteísmo, presenteísmo e turnover podem representar sinais que merecem atenção e uma análise mais ampla sobre a realidade das equipes.
Ao mesmo tempo, compreender como os colaboradores se sentem dentro da empresa é parte importante de uma gestão que considera as pessoas e suas necessidades.
Com a participação de Letíane Hoffmann e Wanda Silva, o encontro incentivou os empresários a refletirem sobre o papel das organizações na construção de ambientes profissionais mais saudáveis.
A principal mensagem esteve na necessidade de olhar para além das tarefas, compreender as experiências vivenciadas pelos colaboradores e reconhecer a importância da saúde mental e da qualidade de vida.
Para a ACIG, promover discussões como essa contribui para fortalecer o desenvolvimento empresarial por meio do conhecimento e de uma visão mais ampla sobre a gestão de pessoas.
Afinal, entender o custo invisível da empresa também significa reconhecer que, por trás dos indicadores, existem pessoas que fazem parte da construção dos resultados.








